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acaso_fundo5Acasomomentanismo está em tudo. Não só está, como é. Sendo acasomomentanismo tudo, tudo é acasomomentanismo. E faz sentido. Mas quem vai ler isto? Quem não ler, é porque não era a hora (e talvez não seja nunca). Quem ler estará lendo porque era a hora de ler e isso torna aquela hora a hora certa. Assim, tudo que acontece, acontece sempre na hora certa como se tudo (no mundo!) estivesse, de alguma forma, conspirado ou conspirando para que aquilo acontecesse da maneira que aconteceu e na hora em que aconteceu. Palavras-chave: hora e maneira.

MOMENTO – Toda arte é um retrato do momento. Ou melhor, tudo é um retrato do momento. Qualquer ação, qualquer feito, qualquer coisa, pensamento, dizer, acaba representando o momento, a hora.

ACASO – Representar o momento é, ao mesmo tempo, simples e muito complexo. Simples, pois o momento é agora, fez-se, pronto. Complexo, porque um momento não é nunca composto por um só fato ou questão. São milhões, bilhões ou zilhões de variáveis do presente e do passado que combinando-se (ou não) de um jeito ou de outro culminam na fiel, imutável e inevitável representação do momento. Essa união das infinitas variáveis e possibilidades – que aconteceu naquela hora específica, daquela maneira específica, representando aquele momento – é o acaso.

ACASOMOMENTANISMO – Como tudo acontece a todo tempo, a toda hora, e com todo mundo, podemos então definir a vida como uma contínua sucessão de acasos-momentâneos. Compreender a beleza do momento, entender a singularidade da (e na) sua formação e o quão único é cada um é o acasomomentanismo na prática. E uma vez que se entende o que é o acasomomentanismo, entende-se que ele está presente em todo milésimo de vida; incontornavelmente presente. Tomemos como exemplo o desenho ou ilustração. O acasomomentanismo está intrínseco em cada traço, curva, sombra, idéia, pois tudo isso resulta de uma grande mistura ou combinações de vivências e experiências. Na música, o acasomomentanismo é cada palavra da poesia, cada cadência de acordes, cada junção da palavra da poesia com a cadência de acordes, cada sentimento do compositor, todo e qualquer fator que o possa ter influenciado – mesmo sem nenhuma ciência; nem do influenciador, nem do influenciado. Aqui, sem pretensão alguma, através da música, expomos o acasomomentanismo em sua forma mais crua, como um espontâneo esboço a lápis feito descompromissadamente. Talvez a beleza estética (qualidade musical) não seja aquela padrão, mas não por isso, pois o que vale é sua natureza selvagem, intacta que a torna o retrato perfeito do momento.

Autor: Daniel Gnattali

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  • Assim, como quem não quer nada, nasce o acasomomentanismo. 7 years ago