“Aquele que não deixa nada ao acaso raramente fará coisas de modo errado, mas fará pouquíssimas coisas”

George Halifax

Em tempos onde planejamentos, estratégias e estudos são exigidos antes de qualquer espirro, começo a pensar no Acasomomentanismo como uma válvula de escape. Afinal, a expressão do momento em si pela arte dificilmente vai nos levar a algum lugar. Mas é de fato necessário chegar a algum lugar?

Tudo anda tão previsível. A reação do próximo, o próximo capítulo da novela, o discurso do jogador próximo ao rebaixamento. Tudo dentro do modelo, dentro do esperado. Por mais que seja difícil criar algo realmente inovador e diferente ao se cantar/escrever/desenhar a primeira coisa que vem a sua cabeça, pelo menos o fruto do Acasomomentanismo jamais será igual ao resto propositalmente.

É o acúmulo de tudo que já foi vivido, do conhecimento empírico adquirido, sendo traduzido em manifestações artísticas, ideológicas ou simplesmente cotidianas. O resultado pode ser engraçado, triste, sem sentido, profundo ou raso. Mas está ali simplesmente porque tinha que estar.

Encerro o texto avisando que, mesmo sendo redator, fiz questão de não revisá-lo. Ele somente está aí, em minha tentativa inicial de alcançar a mais pura expressão de um pensamento momentâneo.

João Resende

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